adicionar aos favoritos | Goiânia/GO

18/05/2008 08:01
Adormeci, na esperança de te encontrar.
Entreguei ao destino a minha alma
que se desprendeu suavemente de meu corpo,
evaporando-se na brisa suave que a Noite levantou.
Hoje não quero voar,
não tenho forças,
quero apenas esperar por ti,
deixando aqui,
sobre o leito perdido,
meu corpo inerte,
clamando,
num pranto a tua presença.
Hoje, deixei-me ficar,
esperando que o clamor do meu ser
fosse muito para lá das dimensões
que nos separam,
que chegasse aos sonhos,
ou até te levasse as asas que te trariam até mim.
Abandonei-me à sorte,
deixando o destino encontrar-te,
num beco perdido no Universo vasto,
onde sei que existes,
apesar de,
nunca te ter visto.
Entrego-me, ao febril desvario
que me força à imobilidade,
à morbilidade,
extinguindo-me a esperança,
e apagando em mim a luz que fazia chegar-te,
cruzando mares, oceanos,
galáxias,
no espaço vazio das palavras
que nasciam por entre os dedos.
Espero, a salvação,
o beijo prometido,
o toque dos teus dedos
sobre a pele do meu corpo,
para despertar-me da letargia,
para soltar-me deste feitiço
que me aprisiona,
me esgota,
me invade a mente de pesadelos,
apagando em mim,
a luz da tua presença.
Vêm, segue o mapa das estrelas,
para me encontrar,
para te encontrares,
unir os pedaços separados de um só...
porque o fim dos tempos está próximo,
e a ligação entre nós teima em fechar-se,
perdendo-se para sempre o fio
de seda que nos une.
Autor desconhecido